A edição americana
do livrinho do Kevin Rowles

O opúsculo de Kevin Rowles, A Living Miracle of the Eucharist, está a ter um comportamento singular. Depois de começar como edição de autor, foi já publicado na Austrália e saiu agora nos Estados Unidos pelas New Hope Publications. Cremos que a edição australiana se limita a repetir a inglesa; já a americana tem a originalidade de ser largamente ilustrada: cerca de 40 imagens muito seleccionadas. Além disso, o formato do opúsculo deixou de ser o de bolso para ser bastante maior.

Foi muito bom não ter sido esquecida a tão generosa promessa de Jesus a quem visitar o túmulo da biografada:

“Prometo-te – confia – que depois da tua morte todas as almas que visitarem o teu túmulo serão salvas, a não ser que o visitem para prevalecer no pecado, abusando da grande graça que por ti lhes dei”.

E há ainda aquela poética oração que começa I see my Homeland in distance.

O livrinho é uma biografia de muito agradável leitura, que não se fica só pelos aspectos episódicos e exteriores da vida da biografada, mas procura antes captar a vida interior desta grande alma mística e salientar os ensinamentos que a tornam particularmente actual.

Na contracapa, recorda-se que a Alexandrina foi proposta pela Igreja como “um modelo de pureza e de perseverança na fé para a juventude de hoje”. É importante esta menção da juventude, hoje muito arredada da Igreja e por quem a Alexandrina, como cooperadora salesiana, tanto rezava.

O autor dedica a obra ao fundador da Alexandrina Society, Francis Reynolds, à sua esposa, Sheila Reynolds, à dinâmica Josie McEvoy e por fim a todos os membros dessa associação. Trata-se assim duma publicação que impulsionará significativamente a divulgação da Alexandrina no mundo de língua inglesa, num passo desejável para realizar o desejo de Jesus de que a vida desta Beata chegue até aos confins do mundo.

À bibliografia em língua inglesa e francesa para que remete, acrescentam-se algumas fontes da internet, nomeadamente o Sítio Oficial. Um livro inevitável nesta bibliografia é o de Francis Johnston Alexandrina, the Agony and the Glory.

José Ferreira